Ação emergencial da gestão municipal mobiliza dezenas de agentes de endemias e operações táticas em áreas de alto risco, refletindo a urgência epidemiológica que já registrou fatalidades no estado.
Diante do avanço alarmante das arboviroses em Alagoas, a Prefeitura de São Miguel dos Campos deflagrou uma ofensiva rigorosa contra o mosquito Aedes aegypti. Sob a administração do prefeito Pedro Henrique de Jesus Pereira, conhecido como Peu Pereira, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou no final de junho de 2026 os mutirões de limpeza e fiscalização em diversas zonas urbanas. A força-tarefa, que ocupa as ruas da cidade, surge não apenas como uma ação preventiva de rotina, mas como uma resposta tática estruturada frente a um cenário epidemiológico que tem cobrado um alto preço da saúde pública local.
O estado de Alagoas enfrenta uma escalada preocupante nos índices de doenças transmitidas por vetores. Até o início de julho de 2026, o panorama estadual traçado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) contabilizava 3.042 casos prováveis de dengue e 910 notificações de Chikungunya. Esse contexto crítico forçou o poder público municipal a transitar de medidas de manutenção para protocolos rigorosos de contenção de danos nas áreas de maior vulnerabilidade.
O plano de ação em execução baseia-se no mapeamento de focos de infestação e na mobilização direta de uma equipe de 46 agentes de endemias, que atuam de forma sistemática em inspeções residenciais, logradouros e terrenos baldios. Além da abordagem física, o município adotou o controle químico por meio do carro fumacê, direcionado sob critérios técnicos do Ministério da Saúde para bairros com elevados índices de notificação, a exemplo do Hélio Jatobá, Loteamento Rui Palmeira e Geraldo Sampaio.