A consolidação das chapas majoritárias define os dois maiores blocos políticos do estado. De um lado, a hegemonia do MDB com Renan Filho; do outro, a frente conservadora liderada por JHC e Arthur Lira, impulsionada por reviravoltas no cenário nacional.
Em agosto de 2026, o cenário eleitoral de Alagoas atinge seu ponto de ebulição com a formalização das convenções partidárias. A disputa pelo comando do Palácio República dos Palmares e pelas duas vagas ao Senado Federal cristalizou-se em um embate direto entre as forças tradicionais do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e uma robusta aliança de centro-direita. Renan Filho e João Henrique Caldas, o JHC, polarizam a corrida governamental, enquanto o xadrez para o Senado ganha contornos dramáticos com Arthur Lira, Renan Calheiros e movimentações estratégicas de última hora que redefinem o peso dos votos conservadores no estado.
O desenho atual é fruto de intensas articulações. O MDB oficializou Renan Filho como candidato ao governo, buscando o retorno do ex-ministro ao cargo que ocupou por dois mandatos, tendo seu pai, Renan Calheiros, na busca pela reeleição ao Senado. O panorama, no entanto, sofreu um abalo sísmico com a saída de Alfredo Gaspar da corrida senatorial local. Outrora um dos favoritos e provável parceiro de JHC, Gaspar foi convocado para integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente, alterando toda a composição política regional. Sem Gaspar na disputa estadual, Arthur Lira passa a concentrar a preferência desse segmento de forma isolada, enfrentando diretamente o favoritismo de Renan Calheiros e de outros nomes do MDB.